O pastor evangélico Jailton Nápoles Corrêa Menezes, investigado por supostos crimes sexuais contra mais de dez mulheres, foi preso na quinta-feira, 10, no Rio de Janeiro. Considerado foragido da Justiça do Pará, ele foi localizado por equipes policiais na região de Vargem Grande, na Zona Sudoeste da capital fluminense, durante uma ação integrada entre as polícias civis do Pará e do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu no âmbito da Operação Cajado Quebrado, conduzida pela Polícia Civil do Pará, com participação de equipes fluminenses e apoio do Ministério da Justiça. O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Criminal de Santa Izabel do Pará, município onde teve início a investigação.
Segundo as autoridades, Jailton é investigado por crimes de natureza sexual e teria utilizado a condição de pastor para estabelecer relações de confiança com mulheres que frequentavam ou mantinham contato com ele. A suspeita é de que essa proximidade tenha sido utilizada para a prática dos supostos abusos.
INVESTIGAÇÕES ENVOLVEM CINCO ESTADOS
Até o momento, a investigação identificou possíveis vítimas no Pará, Rio de Janeiro e Maranhão. Os investigadores também apuram denúncias que podem estar relacionadas ao suspeito nos estados do Amazonas e Rio Grande do Sul.
A polícia trabalha com a hipótese de que o número de ocorrências possa aumentar à medida que novos depoimentos e informações sejam analisados.
A investigação teve origem no Pará, onde Jailton atuava como pastor. Depois de passar a ser procurado pela Justiça, ele teria deixado o estado e permanecido no Rio de Janeiro.
Localização ocorreu após trabalho de inteligência
A captura foi resultado de uma troca de informações entre as forças de segurança dos dois estados. Segundo informações divulgadas pelas polícias, equipes passaram a monitorar o investigado até identificar o local onde ele estava escondido.
Jailton foi localizado na região de Vargem Grande, nas proximidades da Estrada dos Bandeirantes e da comunidade César Maia. Após a abordagem e o cumprimento do mandado judicial, ele foi encaminhado para os procedimentos legais e ficou à disposição da Justiça.
A ação contou com a participação da 17ª Seccional Urbana de Santa Izabel do Pará, do Núcleo de Inteligência Policial (NIP) da Polícia Civil paraense e de equipes da Polícia Civil do Rio de Janeiro.
PROJETO CAPTURA
A prisão também está inserida no Projeto Captura, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça, por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Diopi/Senasp), em conjunto com a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O programa tem como objetivo localizar, principalmente no território fluminense, pessoas procuradas pela Justiça de outros estados.
O caso de Jailton foi incluído nessa estratégia justamente por se tratar de um investigado procurado pela Justiça paraense que havia sido localizado fora do estado.
TAMBÉM DISPUTOU ELEIÇÕES NO RIO
Além da atuação como líder religioso, informações divulgadas após a prisão apontam que Jailton Nápoles Corrêa Menezes já teve participação na política do Rio de Janeiro. Ele disputou uma vaga de deputado federal em 2010 e de deputado estadual em 2014, pelo estado.
A investigação policial, no entanto, está concentrada nas denúncias de natureza sexual e nas possíveis vítimas identificadas em diferentes estados.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
Com a prisão, as autoridades devem dar continuidade à apuração das denúncias e ao levantamento de eventuais outras vítimas. Os investigadores também devem aprofundar a análise dos casos suspeitos registrados no Amazonas e no Rio Grande do Sul.
Jailton permanece à disposição da Justiça paraense, responsável pelo mandado de prisão. As acusações ainda estão sob investigação e não representam, até o momento, uma condenação definitiva.
A defesa do investigado não foi localizada nas informações consultadas. O espaço permanece aberto para eventual manifestação.
Da Redação do Jornal A PROVÍNCIA DO PARÁ/Imagem: Reprodução/Jorge Nascimento