O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi detido na madrugada desta segunda-feira (19) após efetuar um disparo dentro de uma balada no Itaim Bibi, zona sul de São Paulo. Conduzido ao 14° Distrito Policial, em Pinheiros, o parlamentar foi liberado sem prisão por conta da imunidade política.
Membro da bancada evangélica na Alesp, Aguiar se envolveu em uma briga no bar horas depois de participar do ato de Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista. A pistola Glock do deputado foi apreendida para análise pericial, e a Polícia Civil investiga se o tiro foi acidental.
Aguiar se envolveu em uma confusão dentro do Santo Cupido Bar, no Itaim Bibi, área nobre de São Paulo, e efetuou o disparo de arma de fogo. Segundo informações iniciais, Aguiar caiu durante a briga, pegou a arma e realizou os disparos. Ninguém foi atingido. O parlamentar foi detido em flagrante e conduzido ao 14° Distrito Policial, em Pinheiros, onde o caso foi registrado.
Apesar do flagrante, Aguiar não ficou preso. A imunidade parlamentar impediu sua prisão, e ele foi liberado ainda na manhã desta segunda. A pistola Glock do deputado foi apreendida e será submetida a análise pericial. Um carro com placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que seria do parlamentar, também foi apreendido. A Polícia Civil investiga se o disparo foi acidental, com uma das linhas de apuração indicando que o tiro pode ter ido em direção ao chão após a queda do deputado.
Ato bolsonarista
O episódio na balada não ocorreu num vácuo. Horas antes do disparo, Marcelo Aguiar havia participado do ato bolsonarista realizado no domingo (18) na Avenida Paulista e publicou fotos da presença na manifestação em suas redes sociais. Na manhã seguinte, após a repercussão do caso, o Instagram do parlamentar foi tornado privado.
Testemunhas relataram à polícia que Aguiar estava em estado de embriaguez dentro da casa noturna, importunando outras pessoas, inclusive mulheres, e que foi “convidado” a se retirar por um homem presente no local. Esse confronto teria dado início à confusão que culminou no disparo. O boletim de ocorrência registra que o parlamentar estava em “estado de exaltação” e representava “fundado receio de risco à integridade física própria ou de terceiros”. Imagens mostram Aguiar chegando à delegacia em prantos, sendo retirado da viatura e amparado por equipes da Polícia Militar para conseguir caminhar.
Entre as linhas apuradas está a hipótese de que o tiro foi acidental, disparado em direção ao chão no momento em que o deputado caiu. A arma apreendida passará por perícia para ajudar a esclarecer a dinâmica do incidente. O andamento do inquérito e eventual indiciamento ainda dependem das conclusões da apuração.
Marcelo Aguiar foi eleito deputado estadual em 2022. Antes da Alesp, ocupou uma cadeira na Câmara Municipal de São Paulo a partir de 2008 e foi deputado federal por dois mandatos a partir de 2010. Membro titular da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e ex-presidente da CPI da Pedofilia, o parlamentar tentou a reeleição em 2026, mas obteve 37.585 votos, insuficientes para renovar o mandato.
Revista Fórum