Gilmar Bristot tranquiliza população sobre efeitos do El Niño no RN em 2026

Muito tem se comentado na mídia internacional e nacional sobre a formação do fenômeno El Niño em 2026, principalmente em relação à sua possível intensidade e aos impactos climáticos em diversas partes do planeta. As especulações têm despertado a atenção da população e aumentado a preocupação de quem depende diretamente das condições do tempo, especialmente os produtores rurais.

No entanto, o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN), Gilmar Bristot, afirmou que o fenômeno não deverá provocar grandes consequências para o Nordeste nem para o Rio Grande do Norte.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. O fenômeno está em processo de formação e deve se intensificar nos próximos meses, atingindo seu ápice entre setembro, outubro e novembro deste ano.

De acordo com Gilmar Bristot, os sistemas meteorológicos responsáveis pelas chuvas no Nordeste neste período do ano não deverão sofrer alterações significativas por causa do El Niño.

“Esse episódio não vai trazer consequências para o Nordeste nem para o Estado, porque não temos variação de ocorrência de chuvas nos sistemas meteorológicos que atuam aqui nessa época do ano”, explicou o meteorologista.

Segundo ele, os impactos mais fortes devem ser sentidos principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.

Para o Rio Grande do Norte, os principais efeitos previstos estão relacionados ao aumento da temperatura, especialmente na faixa litorânea e na região da Grande Natal. Isso ocorre devido ao bloqueio atmosférico provocado pelo fenôeno, reduzindo a circulação dos ventos.

“Então, as consequências que nós devemos sentir aqui no Estado, principalmente na faixa litorânea e na Grande Natal, seria o aumento da temperatura, porque o El Niño causa um bloqueio atmosférico e faz com que haja diminuição da circulação dos ventos”, destacou Bristot.

Além das temperaturas mais elevadas, também poderá ocorrer diminuição da intensidade dos ventos justamente entre agosto e outubro, período conhecido por registrar ventos mais fortes no Estado.

Apesar das preocupações geradas pelas notícias sobre o El Niño, a EMPARN reforça que não há previsão de mudanças climáticas significativas no comportamento do tempo no Rio Grande do Norte neste momento.

Gilmar Bristot alerta apenas para a possibilidade de impactos futuros caso o fenômeno permaneça ativo nos primeiros meses de 2027.

“A não ser que esse El Niño tenha uma extensão no seu tempo e atinja também os primeiros meses de 2027, aí sim poderá influenciar de forma negativa na ocorrência de chuvas na região semiárida”, concluiu o meteorologista.

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